Há pouco mais de 6 anos, decidi mudar a minha alimentação.

Minha vida não estava boa. Eu era mãe solteira, tinha abandonado o sonho de morar em outro país e minha filha estava com Obesidade Grau I.

Eu tinha vergonha do me olhar no espelho, estava mais de 30Kg acima do meu peso ideal, usando roupas de quando estava grávida porque meu guarda-roupas estava cheio de roupas que não me serviam, estressada no trabalho, estava estressada com a minha família, estava estressada com minha filha.

Eu fumava 1 maço de cigarros por dia (às vezes mais, nunca menos), saia com meus amigos pra beber todo final de semana, visitava o hospital uma vez por mês para tomar Tramal na veia para as crises de enxaqueca crônica, tinha crises de gastrite nervosa, rinite alérgica, sinusite… eu estava exausta.

Pode parecer incrível, mas não decidi mudar a alimentação para ficar mais saudável: decidi mudar a alimentação para emagrecer

Pra poder me olhar no espelho novamente, pra me reconhecer de novo, independente do quanto isso ia custar. Eu simplesmente decidi que eu ia fazer acontecer. Aquele era o meu momento. Mas era um mini-momento: na minha primeira semana de tentativa de mudança consegui emagrecer exatos… ZERO quilos. Yeah! Quase morri. Parecia que todo meu esforço havia sido em vão. Tinha feito uma lista de compras toda animada, comecei a dieta super empolgada, e uma semana depois, todos os pensamentos dentro da minha cabeça gritavam: “EU AVISEI QUE ISSO NÃO ÍA DAR CERTO.”

Poderia ter desistido, mas quem me conhece sabe que persistência “is my middle name” (invejosos dirão que o nome disso é teimosia, rs – mas eu decidi chamar de persistência!). Como tinha me proposto a fazer acontecer, tentei mais uma vez. Fiz os ajustes necessários e durante mais 15 dias mantive o meu propósito, sem furos. No 16º dia, lá estava eu de novo. Consegui emagrecer inacreditáveis 15Kg. Caminhei metade do meu objetivo final!

Pensei comigo: o seu único dever é dar um passo de cada vez. Vem. Não desiste, sua mané.

Alguns meses depois, consegui atingir minha primeira meta e ao subir na balança e ver aqueles resultados, foram minutos de muita emoção. E continuei dando um passo de cada vez, às vezes voltando dois para trás – só pra pegar impulso. Quando consegui manter minha alimentação por 30 dias sem furar, fiquei, como todo mundo que tem sucesso, viciada no barato das endorfinas. Aí já era. Seis meses depois, eu havia perdido 33Kg.

Falei em “outro começo” porque mudar a alimentação foi um dos meus primeiros passos em direção a uma vida melhor, com mais saúde e menos estresse.

Se eu – um caso perdido até então – consegui, qualquer um consegue. Basta ter paciência, resiliência em todos os dias da Jornada – independente do resultado, não se cobrar demais e ajustar as expectativas – não adianta achar que vai virar a Mulher Maravilha em uma semana (mas olha, quando você consegue manter os primeiros 30 dias sem furar, a sensação é muito parecida…).

E comemorar cada pequeno passo, sempre ajuda.

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